IPAAM 2025 · Língua Portuguesa · Compreensão e Interpretação de Textos
Questão 4
Texto CG1A1
O estudo das mudanças climáticas é essencial para a compreensão dos impactos decorrentes das atividades antrópicas sobre o sistema climático global, que provocam alterações significativas nos padrões climáticos, resultantes, principalmente, do aumento das concentrações de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono (CO₂) e o metano (CH₄). Tais emissões decorrem de múltiplas fontes, destacando-se a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a adoção de práticas agrícolas ambientalmente insustentáveis.A relevância desse tema torna-se ainda mais evidente à luz dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU, os quais buscam promover um modelo de desenvolvimento sustentável em escala global. Nesse contexto, o ODS 13 — ação contra a mudança global do clima — destaca a necessidade de incorporação de estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nas políticas públicas e nos processos produtivos e socioeconômicos. Ademais, os efeitos das mudanças climáticas repercutem diretamente em outros ODS, como a erradicação da pobreza (ODS 1), a segurança alimentar (ODS 2) e a promoção da saúde e do bem-estar (ODS 3), o que evidencia a natureza transversal das questões climáticas e sua estreita relação com o desenvolvimento sustentável.
As mudanças climáticas são impulsionadas por uma combinação de fatores naturais e antrópicos — feitos pelo ser humano ou resultantes de suas ações —, sendo as atividades humanas as principais responsáveis pelo aquecimento global observado nas últimas décadas.
Gases como dióxido de carbono (CO<sub>2</sub>), metano (CH<sub>4</sub>) e óxidos de nitrogênio (NO<sub>x</sub>) são fundamentais para o crescimento do efeito estufa, um processo natural que mantém a Terra aquecida. No entanto, as concentrações desses gases aumentaram significativamente devido a atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, processos industriais e processos ligados à agricultura ⸺ um crescimento que resulta em desequilíbrio e intensifica o aquecimento global.
O desmatamento, especialmente em florestas tropicais, contribui para as mudanças climáticas ao reduzir a capacidade de absorção de CO<sub>2</sub> pelas árvores. Além disso, a conversão de áreas florestais em terras agrícolas ou em concentrações urbanas libera o carbono armazenado no solo, agravando ainda mais o problema.
A expansão urbana desordenada, frequentemente
conduzida sem o devido planejamento, tem provocado o aumento
das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Esse processo de
urbanização também intensifica o consumo de energia, o fluxo de
veículos e a produção de resíduos, agravando a poluição
atmosférica e a degradação ambiental. Além disso, cidades mal
planejadas tornam-se mais suscetíveis a desastres,
potencializando os efeitos das mudanças climáticas. Esses
impactos recaem de forma desproporcional sobre populações
socialmente vulneráveis, que, em geral, são as que menos
contribuem para as emissões. A escassez de recursos para
adaptação às mudanças climáticas aprofunda as desigualdades
sociais e econômicas, gerando consequências severas para a
saúde pública, a segurança alimentar e o acesso à água.
A compreensão das mudanças climáticas é estratégica não
apenas para a proteção dos ecossistemas, mas também para a
garantia da qualidade de vida das gerações presentes e futuras. A
produção científica e a disseminação do conhecimento técnico
sobre o tema são fundamentais para subsidiar a formulação de
políticas públicas eficazes e fortalecer a conscientização da
sociedade, possibilitando o enfrentamento dos desafios
decorrentes de um sistema climático em contínua transformação.
Nesse contexto, a educação ambiental e técnica assume
papel central na capacitação de indivíduos e comunidades para a
tomada de decisões embasadas em critérios científicos e
socioambientais. A ampliação da consciência quanto à
conservação ambiental, ao uso sustentável dos recursos naturais e
à redução da pegada de carbono favorece a adoção de práticas e
comportamentos alinhados aos princípios da sustentabilidade.
Em síntese, trata-se de um desafio de elevada
complexidade, marcado pela interdependência de múltiplos
fatores, que demanda ações coordenadas em diferentes níveis de
governança. Tal enfrentamento pressupõe o aprimoramento de
políticas públicas, o estímulo à inovação tecnológica e o
fortalecimento do compromisso social em prol de um modelo de
desenvolvimento sustentável.
Fonte: Internet: www.creasp.org.br (com adaptações).
Conclui-se do texto CG1A1 que a educação ambiental
Status: valida.
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