N.N.L, sexo feminino, 15 anos de idade, compareceu para atendimento acompanhada de sua mãe, que desejava ajudar a filha quanto à timidez que esta demonstrava há tempos. Apesar de bastante reservada durante o atendimento, a adolescente afirmou que se sentia constantemente tensa. Acrescentou que a ansiedade era “muito forte” há vários anos e que era frequentemente acompanhada por episódios de tontura e choro. De modo geral, não conseguia falar em nenhuma situação fora de casa ou durante as aulas. Recusava-se a sair de casa sozinha por medo de ser forçada a interagir com alguém. Ficava particularmente ansiosa na companhia de outros adolescentes, mas também havia se tornado “nervosa demais” para falar com vizinhos adultos que ela conhecia há anos. Disse que achava impossível entrar em uma padaria e fazer pedido a um “estranho do outro lado do balcão”, por medo de passar vexame. Ao longo de toda a vida, a menina tentou esconder sua ansiedade incapacitante dos pais, geralmente falando para eles que “simplesmente não tinha vontade” de sair. A adolescente acrescentou que contemplava o suicídio “o tempo todo”. Com relação à prevenção ao suicídio, assinale a opção que apresenta a conduta adequada para o caso clínico precedente.
Questão 32 – Segurança Pública – CEBRASPE 2022 – Prefeitura Municipal de Estância (Médico)
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