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MEDICINA Caso clínico 10A1-I
Paciente assintomática, de 61 anos de idade, com hiperuricemia e antecedente de diabetes do tipo 2 há sete anos, comparece ao ambulatório para consulta de retorno. Na última consulta, há três meses, apresentou pressão arterial de 136 mmHg × 84 mmHg, quando foram orientadas medidas não medicamentosas (MNM). Atualmente faz uso regular de metformina 1,7 grama uma vez ao dia. Ao exame físico, a paciente apresenta circunferência abdominal de 92 cm, frequência cardíaca = 54 bpm e pressão arterial = 134 mmHg × 86 mmHg; os demais dados não revelam anormalidades significativas. Os exames laboratoriais revelam hemoglobina glicada = 7 g/dL; creatinina = 1,4 mg/dL; albuminúria (em amostra isolada de urina) = 58 mg de albumina por grama de creatinina; colesterol total = 185 mg/dL, HDL-C = 30 mg/dL; LDL-C = 103 mg/dl; triglicérides = 260 mg/dL e glicemia de jejum = 151 mg/dL.
Paciente de 52 anos de idade, previamente hígida, queixa-se, em consulta de emergência, de dor precordial há três horas. Relata que a dor é contínua, em queimação, com irradiação para o ombro esquerdo e que piora à inspiração profunda e ao decúbito. Nega tabagismo e etilismo. Ao exame físico, mostra-se ansiosa, pálida, sudoreica, mas hemodinamicamente normal, sem outras alterações significativas. O eletrocardiograma demonstra alterações inespecíficas da repolarização ventricular, sendo a troponina ultrassensível de 35 ng/L (valor de referência <14 ng/L). A coronariografia revela artérias coronárias sem estenoses significativas (<30%). Segundo a Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência de 2025, o exame que trará mais subsídios para a determinação da etiologia nesse caso é