Texto 1 de 2
Aprendemos desde cedo que a linguagem verbal serve para comunicar e frequentemente dizemos que o importante é a comunicação. Quando se fala em comunicação, muitas vezes, pensamos que se está falando na transmissão de informações. Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações. Realmente, há momentos em que desejamos apenas fornecer uma informação, mas, muito frequentemente, temos outros objetivos, como: dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião...
O ser humano vive em sociedade, isto é, fazemos parte de grupos sociais e agimos em conjunto com nossos semelhantes; interagimos. Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos. Por isso, não podemos nos esquecer de que a comunicação, ou a interação, envolve mais do que simplesmente informação; envolve, sobretudo, alguma forma de ação sobre o outro.
Fonte: Ana Lúcia Tinoco Cabral. A força das palavras. São Paulo: Editora Contexto, 2010, p. 10-11 (com adaptações).
Texto 2 de 2
Um paciente sedentário e tabagista de 59 anos de idade compareceu ao ambulatório para avaliação de palpitações. Havia seis semanas, ele decidira começar a correr para melhorar sua capacidade aeróbica. No entanto, observara que, toda vez que começava a correr, sentia palpitações, desconforto retroesternal e pré-síncope. Essas sensações persistiam por até dez minutos depois que ele interrompia a corrida. O exame físico e o eletrocardiograma foram normais. A partir do caso clínico precedente, julgue os itens que se seguem.
Em pacientes como o mencionado, o benefício da redução da mortalidade com a cessação do tabagismo superará o risco associado ao provável ganho de peso.