Texto 1 de 2
Aprendemos desde cedo que a linguagem verbal serve para comunicar e frequentemente dizemos que o importante é a comunicação. Quando se fala em comunicação, muitas vezes, pensamos que se está falando na transmissão de informações. Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações. Realmente, há momentos em que desejamos apenas fornecer uma informação, mas, muito frequentemente, temos outros objetivos, como: dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião...
O ser humano vive em sociedade, isto é, fazemos parte de grupos sociais e agimos em conjunto com nossos semelhantes; interagimos. Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos. Por isso, não podemos nos esquecer de que a comunicação, ou a interação, envolve mais do que simplesmente informação; envolve, sobretudo, alguma forma de ação sobre o outro.
Fonte: Ana Lúcia Tinoco Cabral. A força das palavras. São Paulo: Editora Contexto, 2010, p. 10-11 (com adaptações).
Texto 2 de 2
Uma paciente com 40 anos de idade procurou atendimento em um serviço médico, informando que não tinha sintomas clínicos. No entanto, ela pediu para fazer todos os exames laboratoriais a que tinha direito, pois alegou que tinha convênio médico fazia anos e nunca o havia utilizado. Durante a consulta, foi constatado que a paciente fumava 10 cigarros por dia desde os 16 anos de idade; era sedentária, mas procurava fazer uma dieta rica em verduras e legumes; nunca bebeu ou fez uso de drogas ilícitas; sua atividade sexual era esporádica e sempre praticada com uso de medidas protetivas; tinha dificuldades de iniciar e manter o sono; seu esquema vacinal estava completo. O exame físico da paciente não apresentou alterações. A respeito da situação hipotética precedente, julgue os itens que se seguem.
O médico deve prescrever um indutor do sono, pois a dificuldade da paciente de manter o sono provavelmente está relacionada com a sua incapacidade de iniciá-lo.