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Uma vendedora de loja de roupas de 25 anos, ensino fundamental incompleto, passou a ser assediada por seu chefe no am-biente de trabalho de modo recorrente. Nos momentos de maior movimento, o administrador da empresa costumava se esfregar na funcionária para estimulação sexual, sempre dando justificativas evasivas quando confrontado. Ao longo dos dias, a vendedora co-meçou a apresentar lembranças intrusivas dos eventos traumáticos repetitivos, sonhos angustiantes relacionados aos assédios sofridos, reações dissociativas (p.ex., flashbacks), sentimentos de culpa como se fosse responsável de algum modo pelos fatos ocor-ridos, incapacidade de vivenciar sentimentos de satisfação, comportamento irritadiço, sono agitado, hipervigilância, problemas de con-centração, resposta de sobressalto exagerada, fazendo grande esforço para evitar lembranças que despertassem recordações do evento traumático. Os sintomas se agravaram com o tempo e já duravam 3 semanas quando ela solicitou seu desligamento da em-presa, procurou tratamento psiquiátrico imediatamente e deu entrada em um processo judicial contra seu antigo chefe.
Na defesa do administrador da loja, seu advogado anexou um laudo psiquiátrico que declarava que o chefe da antiga funcionária sofria de uma parafilia, trazendo o código F65.8 (CID-10) expresso no referido documento. Nesse caso, a principal hipótese diagnóstica é: