Concurso TJRS – Servidores · Língua Portuguesa · Figuras de Linguagem e Variação Linguística
Questão 12
Leia o trecho a seguir.
Sr. Redator:
<u>Desculpe os erros e a letra</u> pois não sou costumeira nestas coisas de escrever e se hoje venho a vossa presença é para botar os pontos nos ii. Vi no jornal uma notícia sobre os furtos dos "Capitães da Areia" e logo depois <u>veio a polícia e disse que ia perseguir eles</u> e então o doutor dos menores veio com uma conversa dizendo que era uma pena que eles não se emendava no reformatório para onde ele mandava os pobres. É pra falar no tal do reformatório que <u>eu escrevo estas mal traçadas linhas</u>. Eu queria que seu jornal mandasse uma pessoa ver o tal do reformatório para ver como são tratados os filhos dos pobres que têm a desgraça de cair nas mãos daqueles guardas sem alma. Vá de repente e há de ver quem tem razão. É por essas e outras que existem os "Capitães da Areia". Também se quiser pode conversar com o Padre José Pedro, que foi capelão de lá e viu tudo isso. Ele também pode contar e <u>com melhores palavras que eu não tenho</u>.
*<u>Maria Ricardina, costureira</u>**.* Adaptado de AMADO, Jorge. *Capitães da Areia*. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 10- 11. O texto é uma carta escrita ao fictício “Jornal da Tarde”, denunciando os maus tratos impostos a menores delinquentes, no reformatório da cidade. Logo no início, a remetente anuncia sua pouca habilidade com a Língua Portuguesa e associa isso à sua condição social.
Um elemento textual de variação linguística que confirma essa condição social é
Sr. Redator:
<u>Desculpe os erros e a letra</u> pois não sou costumeira nestas coisas de escrever e se hoje venho a vossa presença é para botar os pontos nos ii. Vi no jornal uma notícia sobre os furtos dos "Capitães da Areia" e logo depois <u>veio a polícia e disse que ia perseguir eles</u> e então o doutor dos menores veio com uma conversa dizendo que era uma pena que eles não se emendava no reformatório para onde ele mandava os pobres. É pra falar no tal do reformatório que <u>eu escrevo estas mal traçadas linhas</u>. Eu queria que seu jornal mandasse uma pessoa ver o tal do reformatório para ver como são tratados os filhos dos pobres que têm a desgraça de cair nas mãos daqueles guardas sem alma. Vá de repente e há de ver quem tem razão. É por essas e outras que existem os "Capitães da Areia". Também se quiser pode conversar com o Padre José Pedro, que foi capelão de lá e viu tudo isso. Ele também pode contar e <u>com melhores palavras que eu não tenho</u>.
*<u>Maria Ricardina, costureira</u>**.* Adaptado de AMADO, Jorge. *Capitães da Areia*. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 10- 11. O texto é uma carta escrita ao fictício “Jornal da Tarde”, denunciando os maus tratos impostos a menores delinquentes, no reformatório da cidade. Logo no início, a remetente anuncia sua pouca habilidade com a Língua Portuguesa e associa isso à sua condição social.
Um elemento textual de variação linguística que confirma essa condição social é
Status: valida.
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