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Em meio a tantos questionamentos sobre os impactos da pandemia nas cidades, é inevitável não pensar também no papel e na resiliência da arquitetura. Com estádios se transformando em hospitais de campanha, a adaptabilidade dos espaços construídos e a escolha por estruturas rápidas e flexíveis prometem influenciar as construções futuras. Com muitas das doenças, incluindo o coronavírus, sendo transmitidas especialmente pelo contato com superfícies contaminadas, a tecnologia poderá ser outro fator decisivo para conceber os novos edifícios. É o caso do projeto assinado pelo escritório de Zaha Hadid para a empresa de resíduos Bee’ah, nos Emirados Árabes. Desenvolvido para ter “caminhos sem contato”, tudo foi pensado para que os funcionários evitassem o toque por meio de elevadores controlados pelo smartphone e portas que se abrem via reconhecimento facial.
Os complexos corporativos também estão na mira de mudanças. Se, até hoje, tínhamos amplos planos abertos de escritórios e uma grande densidade de mesas próximas umas das outras, arquitetos apostam que daqui pra frente empresas se organizarão em ilhas de funcionários, corredores mais largos e ambientes com janelas mais generosas para ventilação.
Disponível em: <https://www.cidades21.com.br/ o-futuro-do-urbanismo-e-da-arquitetura-na-cidade-da-pos-pandemia/>. Acesso em: 14 ago. 2021, com adaptações.
Considerando a preservação do significado contextual das palavras e das construções empregadas pela autora, assinale a alternativa que reescreve corretamente o período “Em meio a tantos questionamentos sobre os impactos da pandemia nas cidades, é inevitável não pensar também no papel e na resiliência da arquitetura.” (linhas de 1 a 3).