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A obra retrata a vida muito pobre de uma família de emigrantes sertanejos nordestinos, obrigada a ir de um lugar
ao outro, de tempos em tempos, para lugares menos castigados pela seca.
Fabiano é um homem ignorante, típico vaqueiro do sertão nordestino. Sem ter frequentado a escola, não tem o
dom da palavra, às vezes, se identifica até como um animal. Trabalhando em uma fazenda, seu patrão o trata
com brutalidade, ele era um fazendeiro desonesto que explorava seus empregados. Fabiano admira o dom que
algumas pessoas têm com as palavras, mas assim como as palavras e as ideias o seduziam, também o
cansavam.
Sua mulher, Sinhá Vitória, mulher cheia de fé e trabalhadora, além de cuidar dos filhos e da casa, ajudava
Fabiano em seu trabalho. Esperta, sabia fazer contas e sempre prevenia o marido sobre os trapaceiros que
tentavam tirar vantagens da falta de conhecimento de Fabiano. Sonhava com um futuro melhor para seus filhos
e não se conformava com a miséria em que viviam; seu sonho era ter uma cama de fita de couro para dormir.
Neste cenário de miséria e sem se darem muita conta do que acontecia ao seu redor, viviam os dois filhos. O
mais novo via na figura do pai, um exemplo. Já o mais velho queria aprender sobre as palavras. Certa vez, ouviu
a palavra “inferno” de alguém e ficou intrigado com seu significado. Perguntou à Sinhá Vitória o que significava,
mas recebeu uma resposta vaga. Vai então perguntar a Fabiano, mas ele o ignora. Volta a questionar sua mãe,
ela fica brava com a insistência e lhe dá um tapa. Sem ter ninguém que o entenda e tire sua dúvida, só consegue
buscar consolo com a Cadela Baleia. Ela é tratada como membro da família, pensa, sonha e age como se fosse
gente”.
Tais referências pertencem à obra: